Guardizela

Guardizela, a sua identidade!

Guardizela, oficialmente conhecida como Santa Maria de Guardizela, possui uma história rica que remonta ao século XIII, quando começou a ser povoada. Nos dias de hoje, esta freguesia é uma localidade vibrante e em franca urbanização, marcada por um desenvolvimento industrial significativo, mas que ainda preserva a sua forte ligação à agricultura.

Nos últimos 25 anos, Guardizela tem assistido a um crescimento notável, fruto de um investimento contínuo em infraestruturas. Um dos exemplos mais emblemáticos é o Centro Social de Guardizela, que tem proporcionado cuidados essenciais a muitos idosos, assegurando-lhes uma qualidade de vida digna na etapa final das suas vidas.

Simultaneamente, o infantário da freguesia promove o desenvolvimento das crianças através de atividades educativas, lúdicas e cognitivas, preparando-as para o futuro.

O aumento da oferta habitacional atraiu numerosas famílias de freguesias vizinhas, contribuindo para a diversidade da comunidade local. Neste contexto, o projeto “Gerações Cruzadas” tem-se revelado um sucesso, promovendo a interação entre seniores e jovens através de diversas atividades de lazer e cognitivas, fortalecendo os laços intergeracionais.

Guardizela é também abençoada com um magnífico campo de golfe, situado num parque exuberante, que, além de oferecer a prática do golfe, acolhe várias atividades de entretenimento, atraindo assim visitantes de diversas localidades. A freguesia é um verdadeiro centro cultural, com uma riqueza de tradições que se refletem em associações dedicadas ao desporto, à música, ao teatro e às práticas religiosas.

A comunidade de Guardizela é conhecida pela sua honradez e hospitalidade, reunindo condições excecionais para a habitação. O seu património arquitetónico e rural, que inclui quintas seculares, é um testemunho da sua rica história.

Aliás, a freguesia tem ligações históricas ao Caminho Real, utilizado pelas caravanas reais da 1ª Dinastia, que passavam por aqui a caminho da venerada cidade de Guimarães, refletindo a devoção dos reis à Nossa Senhora de Oliveira.

Estrategicamente situada, Guardizela beneficia de acessos facilitados a Riba d’Ave, onde se encontram serviços essenciais, como um hospital e os Bombeiros. Este vale verdejante, repleto de vida e história, proporciona um ambiente aprazível e inspirador para viver.

Assim é Santa Maria de Guardizela: uma terra em constante evolução, cheia de oportunidades e um rico património à espera de ser explorado.

História

Guardizela é uma freguesia muito antiga, que pelos seus vestígios arqueológicos, remota ao tempo romano, mas com mais certeza, sabemos, que as suas origens, são anteriores ao século XV.

Confronto pelo Norte, com a freguesia de Santa Cristina de Serzedelo, a poente com S. Pedro de Riba Dave, pelo Sul, com Santiago de Lordelo, a Nascente, com a de S. Paio de Moreira de Cónegos e com a de Salvador de Gandarela.

A Igreja Matriz de Santa Maria de Guardizela, foi contruída, nos primórdios do Século XVIII. O seu orago é Nossa Senhora da Expectação. Sabe-se que anteriormente à construção da atual Igreja Matriz, existiu por volta do Século XV, uma outra igreja, onde hoje, se encontra a residência paroquial.

Guardizela nos anos anteriores a 1834, tinha como autoridade militar superior, o General de Viana, vindo depois a mudar para Braga e a fazer parte do Concelho de Guimarães, a partir de 1836.

Sempre foi e é pertencente ao arcebispado de Braga e da Sua Comarca eclesiástica, exceto entre 1834 e 1836 em que pertenceu por pouco tempo, ao arcebispado de Vila Nova de Famalicão, pelo período, que pertenceu ao julgado daquela freguesia, até que foi mudado até aos dias de hoje, para Braga.

Freguesia situada num vale ou ribeira, é percorrida por um pequeno riacho de seu nome Rio Guarda sendo também atravessada pela Via Intermunicipal, Vizela-Joane.

O centro da Freguesia é, composto, por algumas infraestruturas de importante relevo, para a comunidade, como por exemplo, a Igreja Matriz que anteriormente falámos, o Lar do Centro Social, o Infantário, a Junta de Freguesia, um excelente largo que divide a Igreja do Centro Social, um pequeno parque de lazer e ainda, um parque Infantil.

Com vários blocos de apartamentos e ainda algum Comércio e Serviços. A pouca distância, existe, edificada no Século XVII a Capelinha de Santa Luzia, que passou recentemente por obras de requalificação mais propriamente em 2022, que ficou com um espaço envolvente magnífico, com condições para eventos religiosos, de lazer e entretenimento, contudo ainda com a casa da Juventude, tendo sido a sua inauguração em Dezembro de 2022.

Terra de história e tradições, rica em património cultural e urbanístico, sempre em franco crescimento, também industrializada, contudo com dois Parques Industriais, Parque Industrial de Guardizela e Parque Industrial dos Pombais, e diversas outras empresas espalhadas pela Freguesia, com atividades diversas.

Também importante são as várias casas e quintas Senhoriais existentes, que constituem um fator de prestígio e riqueza nas histórias desta terra. Como por exemplo, Quinta do Pinheiro, Quinta do Freixeiro, Quinta de Carvalhal, Quinta de Devesa, Quinta de Coteães, entre outros. Nos dias de hoje, algumas destas casas, dedicam-se ao Alojamento Local (Quinta do Pinheiro, Casa do Xico, Casa do Lamaçal e Casa Marinho).

Durante séculos esta freguesia viveu praticamente da agricultura, onde sempre se deu bem o centeio, milho branco, muito milhão, feijão de toda a casta, vinho verde, azeite, castanha, entre outros também o linho, tendo sido o sustento das famílias, até que se deu a urbanização e progressão até aos dias de hoje.

Nomes de pessoas ilustres que por Guardizela passaram: Abade José de Menezes Bernardes, último registo Maio de 1758, outras figuras de revelo, que por cá passaram já no Século XX; Sr. Mestre Escola Porfírio Pereira, que muito fez pelo ensino em Guardizela; Albano Evangelista Pereira, músico que dinamizou a Banda Filarmónica de Riba Dave; António Ferreira da Silva, homem que saindo da sua terra, para cumprir a vida militar, terminou a sua carreira, no posto de Capitão, que em sua homenagem a Guardizela o contemplou dando nome a uma rua de “Capitão Ferreira da Silva”.

Mas nesta terra também se destacaram algumas mulheres, como, Raquel Sanches Dias Pereira, que nascida em Guardizela, dedicou a sua vida ao ensino primário e aqui morreu depois de Constituir Família.

No teatro, também existiram dois gigantes de Cultura da representação, sendo eles; Alberto Correia e Abílio Fernandes, que muito deram da sua vida ao teatro que se fez em Guardizela. É de salientar que nos dias de hoje esta freguesia ainda tem várias pessoas dedicadas à representação, na área do Teatro.

Todas estas pessoas que aqui mencionamos foram muito importantes para o desenvolvimento desta terra. Naturalmente passaram por cá muitos outros, alguns, que ainda estão vivos, a fazer tudo o que podem para o desenvolvimento desta Terra.

Elementos e Simbologia

Canas de Milho

Representam o crescente desenvolvimento económico e populacional da freguesia nas últimas décadas, com especial referência ao cultivo de cereais.

Burelas Ondadas

Representam o rio Guarda, afluente do Vizela, que banha a freguesia.

Cacho de Uvas

Representa o desenvolvimento económico da freguesia, destacando-se o cultivo de vinhas e a produção de vinho verde característico da região e muito apreciado a nível nacional.

Bandeira e Estandarte

Guardizela e a sua colocação geográfica

Guardizela está situada no extremo sul do concelho de Guimarães, fazendo parte de um conjunto de freguesias e vilas, formando-se uma espécie de Península rodeada de água, a sul pela Vila de Santiago de Lordelo, a nascente, pela Vila de S. Paio de Moreira de Cónegos e pela freguesia de S. Salvador de Gandarela, a norte, a Vila de Santa Cristina de Serzedelo e a poente, com a Vila de S. Pedro de Riba D’Ave.

Todas estas terras, estão rodeadas, por cursos de água, a sul e a nascente, pelo Rio Vizela, a norte, com o Rio Selho e a poente, com o Rio Ave.

Guardizela é baixa na sua cota pois uma grande parte da sua superfície, está situado num vale bastante aberto e ligeiramente inclinado para sul, ladeado por dois montes, a nascente, o conhecido Monte das Senhoras, que vindo a perder altitude em direção a sul, fecha o vale de nascente. No poente temos o Monte de Santa Luzia, ou Monte da Santa, fechando assim metade do poente e de sul para norte.

Como foi dito anteriormente, o vale é inclinado para sul e é percorrido, por um diminuto regato, no qual, ocorrem poucas águas, desaparecendo quase completamente, no verão, mostrando-se apenas mais volumoso no Inverno. Os populares dizem, que este rio se chama de “Rio Guarda”.