Quinta do Freixieiro
Quinta do Freixieiro
A casa da Quinta do Freixieiro foi construída no século XVIII e pertenceu, à congregação das Freiras de Amarante, que decidiram mandar para cá, freiras em “Regime Dogma”, Ora e Labora, o que mais tarde veio a ser suspenso, pelo motivo, de já não haver freiras para cumprir o regime e o programa inicial. De qualquer das formas, a casa foi concluída.
Mais tarde, já no século XIX, esta casa foi resgatada da Confraria e nela se instalaram três senhoras, que não tendo sucessores, porque eram solteiras, pertencentes, à família do Conde de Vizela, senhoras estas, que se dedicavam a cuidar de muitas pessoas, de forma solidária, sem que cobrassem algum dinheiro. Então como não tinham sucessores e a pensar no futuro, decidiram adotar uma criança, que neste caso, veio a ser filho do Sr. Francisco, que era quem cultivava os campos, pertencentes à propriedade.
Depois de passar por alguns proprietários, esta magnifica casa, que é surpreendente, pela sua beleza real, tanto a nível interior, como exterior, pertence hoje à senhora D. Isabel Faria. Começando logo por transpor o seu primeiro portão, se entra num pequeno bosque, que rodeia a casa, pelo norte e poente, formado e composto, por árvores de várias espécies, com predomínio para os cedros de imponente altura, chamando-nos a atenção, um cato centenário e a árvore de papel.
O solo está devidamente limpo e coberto de um relvado, bem cuidado e muito verdejante. O segundo portão, que é a entrada da casa, é imponente, de umbrais, com molduras em relevo, fechado e encimado, com padieira em arco, adornado de pináculos de granito lavrado. Não tem brasão… mas nesta casa há lugares para ele, que lá bem podia estar.
O pátio da casa, que não sendo de grandes dimensões, dá acesso a toda a parte habitacional.
No seu rés-do-chão, existe diretamente sob uma pequena varanda, que mais se parece com claustros. Todo este espaço, em tempos foi adega e armazém, estando atualmente dividido em lindos quartos e salas catalogadas, como é exemplo a sala das gravatas e outras… o acesso ao 1º andar faz-se por duas grandes escadarias, um em cada extremo da varanda, que é em forma de L e todo construído em granito suportados por um conjunto de belas colunas de barriga e desta varanda, se entra em todo o primeiro andar.
Esta é apenas uma demonstração da beleza desta maravilhosa casa, que é sem dúvida digna de ser vista. A Senhora D. Isabel Faria, tem muito bom gosto e até diz que esta é a casa dos seus sonhos, ou até mesmo a menina dos seus olhos.
O restante do interior da casa fica para surpresa de quem tiver a oportunidade de a visitar.
Esta é uma das várias relíquias de Guardizela.